Exposições para ver até novembro



Estamos sempre em busca de inspiração e nada como boas exposições de arte para manter a mente e o espírito alimentados. Selecionamos 4 mostras que ficam em cartaz até o final do ano em São Paulo, com altas doses de beleza, história e pensamento.

Irving Penn: Centenário

Mais de 230 fotografias concebidas ao longo de quase 70 anos de carreira compõem esta retrospectiva em homenagem aos 100 anos de nascimento do fotógrafo norte-americano Irving Penn. São exibidas suas fotografias de alta-costura, trabalhos iniciais em Nova York, América do Sul e México, retratos de povos indígenas de Cusco, no Peru, e retratos de figuras como Truman Capote, Picasso e Joan Didion. Nenhum fotógrafo pode perder!

Até 18 de novembro no IMS Paulista.

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Para pensar a respeito, artigo da Revista Zum.

AI-5 50 anos – Ainda Não Terminou de Acabar

A exposição busca discutir os custos da retirada de direitos democráticos para o imaginário cultural do País, em resposta aos 50 anos do Ato Institucional No. 5, marco do agravamento do totalitarismo da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Conforme o curador Paulo Miyada, a pesquisa tem como núcleo a produção de artes visuais do período, com obras, ideias e iniciativas que nasceram em tensão com a interdição da própria opinião política, que chegou a ser virtualmente criminalizada pelas práticas de censura e repressão. Em alguns casos, as obras reunidas foram proibidas, destruídas ou subsistiram ocultas; em outros, sua circulação foi seriamente contida e seus modos de expressão passaram por codificações e táticas de resistência.

Até 4 de novembro no Instituto Tomie Ohtake.

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Mulheres Radicais: Arte Latino Americana 1960-1985

Primeira mostra na história a levar ao público um significativo mapeamento das práticas artísticas experimentais realizadas por artistas latinas e a sua influência na produção internacional. Quinze países estarão representados por cerca de 120 artistas, reunindo mais de 280 trabalhos em fotografia, vídeo, pintura e outros suportes.

Mulheres radicais aborda uma lacuna na história da arte ao dar visibilidade à surpreendente produção, realizada entre 1960 e 1985, dessas mulheres residentes em países da América Latina, além de latinas e chicanas nascidas nos Estados Unidos. Entre elas, constam na mostra algumas das artistas mais influentes do século XX — como Lygia Pape, Cecilia Vicuña, Ana Mendieta, Anna Maria Maiolino, Beatriz Gonzalez e Marta Minujín — ao lado de nomes menos conhecidos — como a artista mexicana Maria Eugenia Chellet, a escultora colombiana Feliza Bursztyn e as brasileiras Leticia Parente, uma das pioneiras da vídeoarte, e Teresinha Soares, escultora e pintora mineira que vem recebendo atenção internacional recentemente.

Até 19 de novembro na Pinacoteca.

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Rafael e a definição da beleza

A exposição ressalta a importância e a influência do pintor renascentista Rafael, cuja arte combinava com maestria as formas da Antiguidade Clássica e a expressão intensa da natureza humana, definindo um novo ideal de beleza.

Até 16 de dezembro no Centro Cultural FIESP.

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German Lorca: Mosaico do Tempo, 70 Anos de Fotografia

Retrospectiva que celebra 70 anos de carreira do fotógrafo German Lorca, um dos mais relevantes fotógrafos brasileiros, que permanece em atividade aos 96 anos. A exposição revisita seu histórico de produção, apresentando suas fotografias mais icônicas, suas diferentes facetas de atuação – de fotografias autorais a imagens publicitárias –, sua história no Foto Cine Clube Bandeirante e seus registros da cidade de São Paulo.

Até 4 de novembro no Itaú Cultural.

Mais informações aqui.

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