Stefan Schmeling – Por trás da foto

Stefan Schmeling fotografia de viaduto visto de cima à noite

Por trás da foto é uma série de entrevistas com os fotógrafos que fazem parte do acervo da Saudades para falar de fotografia e inspiração. Este mês conversamos com Stefan Schmeling.

Como você começou a fotografar?

Isso foi em 1992, eu estava morando em Curitiba. Nessa época uma ex-namorada começou a fazer um curso de fotografia no Museu Alfredo Anderssen, eu ia sempre buscá-la na saída do curso. Até que um dia eu resolvi me matricular também.

Quais são as suas influências pessoais? O que te inspira para criar?

Acho que influência é algo que se renova com o tempo e nem sempre ou não necessariamente reflete no seu trabalho. Acho que no passado, quando eu comecei a fotografar, André Kertez e Josef Koudelka me influenciavam muito, eram modelos de algo que eu queria alcançar. Hoje em dia eu não vejo nenhum artista me influenciando diretamente. Mas sem dúvida eles existem e me influenciam de alguma forma sem eu nem perceber. Acho que talvez as artes plásticas e a literatura não influenciam mas orientam meu trabalho mais do que qualquer outra coisa.

Não sei o que me inspira a criar, pelo menos no meu caso, o processo de criação não vem de uma epifania, acho que ele é intrínseco e surge de uma necessidade pessoal.

Quem são seus fotógrafos e artistas preferidos?

Não existe uma resposta para essa pergunta que me deixará satisfeito mas vamos lá, os dez primeiros que eu lembrar: Josef Koudelka, Walker Evans, Jeff Wall, El Greco, Joseph Beuys, Rothko, Egon Schiele, Willian Klein, Robert Smithson e Henri Matisse.

Todos as suas fotografias no nosso acervo são analógicas, escolher trabalhar com filme é importante para seu trabalho?

Não mais. Eu comecei a fotografar uns dez anos antes do digital se tornar acessível, então aprendi a fotografar com filme e adorava e ainda adoro todo o processo físico/químico da fotografia analógica. E mesmo depois de já possuir equipamento digital para atender as necessidades do mercado eu ainda preferia usar o filme para meus trabalhos pessoais por me sentir mais confortável e por ainda não gostar muito do resultado digital. Eu sempre achei essa discussão, se é que ela ainda existe, entre analógico e digital muito chata, minha questão sempre foi o resultado, independente da ferramenta.

O equipamento muda a visão do fotógrafo?

Sim, eu acho que o equipamento muda a forma de fotografar, muda a “mise en scène” do ato de fotografar e consequentemente muda a visão do fotógrafo.

Viajar é importante para você? Você fotografa sempre que está viajando ou viaja para fotografar?

Sim, sem dúvida é muito imprtante pois viajar envolve um sentimento de descobrir o que não nos é familiar e essa experiência é muito rica. Acho que todo fotógrafo gosta de viajar. Eu fotografo sempre que viajo e também já viajei algumas vezes para fotografar.

Quais foram seus destinos favoritos?

Acho que o interior de Portugal, o norte da Espanha, a Patagônia e a Eslovênia são lugares que adorei estar e fotografar. Tenho lembranças maravilhosas desses lugares.

Qual o próximo destino?

Acabei de voltar de uma temporada de três meses na Alemanha, não tenho nada agendado para um futuro próximo mas tenho uma lista enorme de lugares que adoraria conhecer.

Conta pra gente qual sua foto favorita no acervo da Saudades? Por que ela é especial pra você?

Gosto muito da foto Viaduto, ela foi feita da varanda de um apartamento em Botafogo, no Rio de Janeiro. Ela tem uma plasticidade que me agrada. Na época eu não sabia mas hoje eu posso ver que eu estava buscando uma linguagem fotográfica mais pessoal.

Conheça o trabalho do fotógrafo Stefan Schmeling no acervo da Saudades.

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por Saudades Edições Fotográficas

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